
A estrada era de chão batido, e cheia de bifurcações. O curioso é que todas elas levavam para caminhos igualmente desagradáveis. Em contrapartida, os descampados que dividiam essas vias eram da mais bela grama verde. Então parei de escolher caminhos, ignorei cercas e, de repente, me vi cercado das mais belas paisagens.
A paz interior que eu sentia só era arranhada pela inquietude de não ter ninguém ali comigo pra compartilhar aquele momento. Você preferiu pegar as bifurcações, escolher entre ''sim'' e ''não'', ignorando todos os ''talvezes''. Eu te chamei pra seguir comigo, descalça, pela grama. Com um aceno frio e mecânico, rumou leste. Fiz um pique-nique embaixo de uma laranjeira. Sozinho. E sobrou comida.
Não precisava ser assim. Não precisava ser assim. Não precisava.
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